JEAN, ARTISTA PLÁSTICO FREIPAULISTANO FAZ SUCESSO NO BRASIL

quinta 12 novembro 2009 22:05


MAIS HISTÓRIAS DE FREI PAULO

 

Data de emancipação de Frei Paulo/Se: 23/10 No século XVII, de 1726 a 1765 foram concedidas sesmarias na região de Chã do Jenipapo, no Distrito de Santo Antônio e Almas do Itabaiana. A povoação foi fundada por Francisco Alves Teixeira. O missionário Frei Paulo de Casas Novas foi o incentivador e responsável pela construção da capela de São Paulo, hoje Igreja de São Paulo. Em 1868, capuchinhos, vindos de Salvador, em visita a Itabaiana chegaram ao lugarejo e fizeram pregação, mudando o povo o nome da localidade para São Paulo, em homenagem ao Apóstolo da Fé Cristã. Pela Lei Provincial nº 1325 de 29 de Abril de 1886, a povoação São Paulo foi Distrito Administrativo. Em 1890 o Decreto Estadual nº 11 de 25 de Janeiro elevou a Freguesia à categoria de Vila, com o mesmo nome, desmembrada de Itabaiana. A Lei Estadual nº 797 de 23.10.1920 elevou a Vila à categoria de Cidade, termo da Comarca de Capela. Pelo Decreto-Lei Estadual nº 69 de 28 de Março de 1938 passa a ser termo judiciário de Itabaiana e se divide em dois Distritos, o de São Paulo e o de Carira. Em 25.11.1953 perdeu o Distrito de Carira por força da Lei Estadual nº 525 A . Em 1944, atingido pela Legislação Federal, passou a se chamar frei Paulo pelo Decreto nº 533.

Observação: Dados atualizados em 14 de março de 2005

quarta 14 outubro 2009 23:25


Anete Sobral, de Frei Paulo (Sergipe), para todo Brasil

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Anete Sobral e seus 25 anos de pintura

Publicada: 10/05/2009 (Jornal da Cidade)

Texto: Osmário Santos/Foto: Divulgação

 

Maria Anete Sobral de Farias nasceu na cidade de Frei Paulo/SE, a 22 de novembro de 1925. Seus pais: Pedro Sobral e Anita Sobral. O pai era proprietário dos ônibus que faziam a linha Frei Paulo-Aracaju, Carira-Aracaju e Itabaiana. Não tinha empresa legalizada e sim o famoso nome de Pedrinho das Marinetes. Anete sempre considerou seu querido pai um intelectual pelo gosto que ele tinha pelos livros. Era uma pessoa serena e de conhecimentos. Tinha muito amor a seus filhos e uma atenção especial a ela por ser a filha primogênita. Dele Anete herdou dedicação total e muito amor a família. Sua mãe era uma doçura de mulher. Tinha dedicação exclusiva ao lar e soube criar com dedicação e amor seus 15 filhos. “Ela sempre me dizia que eu era uma artista. Perguntava os motivos e me respondia: tudo que você faz brilha”. Dela herdou o lado da sensibilidade e o ser mulher de alta resistência. “Meu filho Eduardo, quando era pequeno, dizia: minha avó não pode morrer e se ela morrer vai ter uma guerra (lágrimas). Ele achava que sua avó era uma mulher insubstituível na família”. Os estudos iniciais de Anete foram realizados em Frei Paulo, com a tia Ilda Carvalho, que lhe passou uma boa base escolar, que deu condições da menina Anete entrar como aluna interna no 3º ano do curso primário no Colégio Nossa Senhora de Lourdes, em Aracaju, mais conhecido como “Colégio das Freiras”. Do colégio que marcou época e que era mantido pelas irmãs sacramentinas, povoa em sua mente fortes lembranças. “Era o colégio feminino mais importante da cidade. A superiora era francesa, toda orientação do colégio era francês e até se falava o idioma, inclusive no recreio”. Do colégio gostava de tudo, menos a imposição pela religião. “Dia de sábado era obrigado a rezar o terço depois do almoço”. Conta que o Nossa Senhora de Lourdes marcou muito a sua vida. Chegou no curso primário e saiu com o diploma de normalista. Fez o curso pedagógico mesmo odiando, por não existir uma outra opção. “Dizia que nunca iria ser professora e por isso nunca registrei o meu diploma. No dia que saí do colégio peguei a farda e joguei para o alto” (risos). Pouco tempo da saída do colégio se apaixona, casa e o esposo concorda com o seu pensamento de não trabalhar como professora. Chega a debochar diante do baixo salário de professora e mais, pelo costume de uma época onde mulher para a maioria dos homens tinha mais valor em casa do que no trabalho. Anete faz opção por cuidar da casa. A vida de pintora foi iniciada no tempo de estudante do Colégio Nossa Senhora de Lourdes. Além das aulas de desenho, disciplina que constava na grade curricular, a irmã Maria Beatriz dava aulas particulares de pintura e Anete foi sua aluna e das mais aplicadas. Diz que a professora de desenho não tinha didática e por isso seu plano de aula era cópia fiel dos cartões de Natal recebidos pelas sacramentinas da França – repletos de neve. “Meu pai brincava comigo dizendo que era a pintora do gelo” (risos). Anete gosta de falar do seu lado de dona de casa por considerar que se diferenciava dos demais. “Quem me conhece sabe que a minha casa sempre foi uma casa de artista, porque nunca me limitei a fazer nada que alguém tinha. Tudo tinha o meu toque. Criava a minha decoração, a minha roupa, dava o meu toque artístico nos móveis. Por isso minha mãe dizia que eu era uma artista” (risos). Sempre inquieta e criadora, nunca deixava de pegar nos pincéis. Com o fruto dos momentos passados diante da tela, presenteava as amigas e parentes com pequenas telas pintadas por ela. Já com a prima Olindina Sobral, como presente de casamento uma tela maior e preparada com todo carinho e criatividade. Passado o tempo, numa de suas idas a Recife foi ao aniversário de uma tia e na festa encontrou na parede um quadro que despertou sua atenção. Ficou olhando, olhando, como se já tivesse visto o quadro em algum lugar. A prima percebeu o olhar de Anete e perguntou os motivos de tanta atenção à obra de arte. Da resposta que lhe parecia familiar, pediu-lhe que chegasse mais perto. Assim aconteceu e até ficou surpresa e ao perceber a assinatura da autora da tela falou: puxa, é meu!”. A prima comentou: “Digo sempre as minhas amigas que a autora do quadro estudou na França”. Anete recebeu do esposo todo o incentivo para prosseguir com firmeza em seu trabalho de pintura. Ele tratava até de comprar livros sobre pintura e até livros da França. Deu prosseguimento aos trabalhos artísticos e até saiu de casa com o cavalete, telas, tintas e pincéis para começar uma nova etapa na sua vida artística. Mas isso só aconteceu após a aprovação em vestibular para Economia do filho Eduardo. “Cumpri a minha obrigação de mãe”. Como pintora autodidata, encantou-se com o Sergipe Barroco e pelas festas populares. Casarios e folguedos populares são os temas que trabalha na sua pintura. Nos casarios aplica um tipo de pintura e nos folguedos outro. Anete passou a comercializar seus trabalhos artísticos na sua residência, pois desde o início da construção projetou um espaço para acolher seus quadros. Antes de comercializá-los, sempre dizia às amigas que fazia de tudo para ter uma de sua obras em casa. “Minha pintura faz parte do meu mundo. Tenho medo de vendê-la e a pessoa colocar num lugar sem destaque. Mas isso mudou até o momento que o colunista e pintor João de Barros passou seus olhos diante da obra de Anete Sobral. Ele argumentou que era mais importante que sua concepção artística fosse adquirida por uma pessoa desconhecida do que uma amiga conhecedora de sua pintura. Mais adiante, Barrinhos resolveu organizar uma coletiva de pintores sergipanos no Conservatório de Música e foi atrás dos quadros de Anete, que topou participar e chegou a vender seus trabalhos. A sua grande realização aconteceu pela classificação de suas telas para o Salão de Pintura do Museu de Olinda, diante de 120 concorrentes de todo o Brasil. De exposições de que participou, seja coletiva ou individual, revela que foram muitas. Em 1976 foi destaque na Pintura Sergipana. Em 1974 emplacou uma exposição individual no Clube do Congresso, em Brasília, sendo patrocinada pelo Banco do Nordeste. Recebeu menção honrosa no 1º Salão Atalaia de Pintura. Medalha de bronze no II Salão Atalaia. Também participou de exposições individuais em São Paulo e Salvador. Casou com Efren Farias Lima no dia 8 de dezembro de 1947. Do casamento, o filho Eduardo Sobral. É avó de Carlos Eduardo e Mariene. Anete Sobral faleceu em 16 de janeiro de 2009 e seu depoimento para a memória de Sergipe foi publicado no JORNAL DA CIDADE em 29 de junho de 1997 e republicada pelo seu valor nas artes plásticas sergipanas.

terça 30 junho 2009 17:06


FOTOS DE FREI PAULO -VÍDEO

domingo 14 junho 2009 00:44


I ENCONTRO CULTURAL DO POVOADO ALAGADIÇO - FREI PAULO/SE

Blog de freipaulo :FREI PAULO-SERGIPE, I ENCONTRO CULTURAL DO POVOADO ALAGADIÇO - FREI PAULO/SE

FOTO DO I ENCONTRO CULTURAL DE ALAGADIÇO)

I Encontro Cultural de Alagadiço No dia 29 de julho (2008) aconteceu o I Encontro Cultural de Alagadiço, no município de Frei Paulo. O evento reuniu estudiosos sobre a história de Lampião e o cangaço, além de cangaceiros ainda vivos e parentes de Virgulino Ferreira e Corisco. O encontro contou com alvorada festiva, apresentação de grupos folclóricos e fórum sobre o cangaço. A iniciativa surgiu a partir do interesse do cineasta Wolney Oliveira (Fortaleza-CE) em filmar no povoado onde foi morto o cangaceiro Zé Baiano, do grupo de Lampião. O idealizador é o escritor Antônio Porfírio de Matos Neto, natural da localidade, autor do livro ‘Lampião e Zé Baiano no Povoado Alagadiço’. A programação teve início às 5h30 com a alvorada. Às 8h aconteceu a abertura oficial do evento, com visita ao Memorial de Zé Baiano e seu grupo, na Lagoa Nova, seguido de apresentações de grupos folclóricos e de músicos sertanejos. As palestras tiveram início à tarde na Associação Antônio Pereira da Conceição. Na ocasião ocorreu a apresentação do filme de Wolney Oliveira, a explanação de Antônio Porfírio sobre seu livro; Vera Ferreira, neta de Lampião, falou sobre o livro ‘O cangaço no Nordeste do Brasil’ e o escritor paulista Antônio Amaury, abordou o tema ‘Um estudo sobre o cangaço’. Além deles, participaram ainda o escritor João de Souza Lima, de Paulo Afonso/BA, o cordelista de Itabaiana, João Firmino Cabral, o escritor Alcino Alves Costa, de Poço Redondo, e ainda o escritor e procurador Frederico Pernambucano de Mello, de Recife/PE. O encontro foi finalizado com o debate entre os palestrantes, coordenado pelo escritor e historiador Luiz Antônio Barreto. O I Encontro Cultural do Povoado Alagadiço contou ainda com a participação de três ex-cangaceiros. O evento foi realizado na praça Matriz Nossa senhora da Conceição, de Alagadiço, com participação gratuita. Alunos das Turmas do Curso Técnico de Agenciamento e Guiamento, bem como do Curso Superior de Ecoturismo do CEFET-SE, apoiado pela FUNCEFETSE.

(ESSE TEXTO FOI EXTRAÍDO DA INTERNET, MATÉRIA PUBLICADA NO SITE DA FUNCEFETSE)

sexta 08 maio 2009 19:56


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